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Itália: Mais uma maré de ingovernabilidade

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  A Itália mais uma vez entra numa nova espiral de instabilidade política e mais um processo de ingovernabilidade, algo que já não é novidade nestes longos anos de democracia italiana. Mario Draghi, antigo presidente do Banco Central Europeu, guiava a Itália com um governo de unidade nacional, dentro de um sombrio panorama de crise económica, social e pós-pandémica com uma inflação crescente e uma dívida pública significativa após a queda do seu antecessor Conte, apareceu como uma esperança e uma solução miraculosa para o país mas parece que chegou também ao seu fim. O Primeiro-ministro italiano viu-se obrigado a pedir a sua demissão ao Presidente Mattarela, por duas vezes, estas demissões foram resultado de dois processos de voto de confiança no parlamento italiano, o primeiro  aprovado mas com a falta de apoio do partido M5S, o que levou a que a demissão fosse pedida pela primeira vez e o segundo também aprovado mas em troca, perdeu-se o apoio de três partidos, portanto Drag...

Paquistão: Contestações

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  O Paquistão tem nos seus últimos meses vivido um torrencial de crises desde climática, com vários acontecimentos climáticos extremos, a crise económica e para combinar, a crise política, para não falar das consequências também trazidos pela pandemia da COVID-19.  Há uns três meses o famoso ex-primeiro-ministro Paquistão, Imran Khan, sofreu um golpe parlamentar, uma monção de censura que o obrigou a renunciar, perdendo a sua posição política e retirando-o da arena do poder.  Contudo Imran e o seu partido não parecem ter desistido e sempre contando com apoio civil e militante, que contestaram tal golpe e agora neste preciso momento contestam os resultados e atribuições de mandatos em eleições locais para a Assembleia Regional do Punjabe paquistanês. Houve a invalidação de votos do partido de Khan e o questionamento em relação as leis paquistanesas. Khan inclusive incentivou aos protestos e ainda referiu que a sua saída do poder e todo estes processos são uma conspiração ...

Sri Lanka: progresso ou retrocesso político?

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  Na região do Sul da Ásia, este país insular tem ganho cada vez mais notoriedade. O Sri Lanka tornou-se o centro das atenções devido a caótica situação política vivida. As ruas encheram-se com milhares de manifestantes, protestos e revoltas espalharam-se pelo país, nomeadamente nas grandes cidades como Colombo. As residências dos governantes dos país foram tomadas pela população e o presidente, agora ex, fugiu para Singapura, refugiando-se nesse paraíso asiático.  Um novo presidente foi eleito por voto secreto pelo Parlamento cingalês, cumprindo o artigo 40 da Constituição do Sri Lanka. Porém a vontade popular revela-se ser outra e até mesmo contra o novo primeiro ministro têm esse descontentamento . Ambos os políticos são vistos como fantoches e aliados a antiga dinastia governante do Sri Lanka, a família Rajapaksa. O novo presidente do Sri Lanka não demonstrou esforços iniciais de conversações ou cumprimento de exigências com os manifestantes, com o estado de emergência de...

Boris Johnson: O fim da sorte e o desejo de muitos

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  Neste artigo, Carlos Sousa Cordeiro, analisa a situação política no Reino Unido e as suas consequências no atual panorama europeu, nomeadamente com a guerra na Ucrânia e com a inflação que se vive no velho continente. O Reino Unido volta a ser o centro das atenções na Europa, Boris Johnson, o primeiro-ministro que resolveu o Brexit, o primeiro ministro que muitos viam como a reencarnação de Winston Churchill caiu do poder, superando uma moção de censura, escândalos e baixos níveis de popularidade, teve então o cocktail perfeito para perder a confiança dos seus pares dentro do partido e levar a queda do governo conservador. Boris Johnson demitiu-se da liderança dos conservadores na semana passada após uma onda de demissões em massa de membros do governo, que responsabilizam o primeiro ministro por uma série de escândalos , obviamente mostrou relutância em demitir-se mas acabou por acontecer, Contudo já deixou claro que até ser substituído pelo novo líder conservador, continua...

Sri Lanka: poço de turbulência esquecido

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  Neste artigo Carlos Sousa Cordeiro expõe e comenta a atual situação no Sri Lanka, país insular à sul da Índia, muitas vezes ignorado pela média ocidental, nomeadamente em momentos tão preocupantes como o que são agora vividos. Sri Lanka, um estado insular ao sul da Índia, quase ligada a esta por uma ponte natural, os mais crentes até dizem ser na realidade uma ponte construída pelo deus e avatar de Vishnu, Rama. Este país conhecido pelos portugueses como Taprobana ou Ceilão é muitas vezes esquecido no contexto nacional português e até mesmo no internacional, provavelmente tendo a sua ultima grande relevância na guerra civil finalizada em 2009 , que dentro das suas muitas vítimas está o filho de Indira Gandhi , que também serviu como primeiro-ministro como mãe e sofreu o meso destino: Assassinado. E ainda pelos atentados durante as celebrações da Páscoa em 2019. Mas o tema deste artigo não se trata destas figuras políticas, mas sim da atual situação no Sri Lanka, este país envolvi...

Shinzo Abe, o homem que tentou trazer o Japão de volta

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  Carlos Sousa Cordeiro neste artigo comenta sobre o vil e horrendo assassinato de Shinzo Abe, antigo primeiro ministro nipónico, morto no dia 8 de julho de 2022, na cidade de Nara.  Shinzo Abe, nascido no dia 21 de setembro de 1954, num Japão em reconstrução e recuperação após os anos de guerra que ocuparam os seus anos anteriores e a consequente ocupação americana no fim da guerra. Foi criado numa família com grandes posses económicas e com forte influência politica e militar, nomeadamente o seu avô materno, acusado de ser criminosos de guerra, foi fundador do PLD e serviu como primeiro-ministro entre 1957 a 1960. Shinzo formou-se em Ciência Política na Universidade de Seikei e Políticas Públicas na Universidade do Sul da Califórnia e pouco tempo depois juntou-se a política. Este nacionalista pragmático, tornou-se o primeiro-ministro mais jovem do Japão pós-guerra,, aos 54 anos em 2006 , mas foi no seu segundo mandato que deixou uma marca fixa com uma política bem ousada de ...