Sri Lanka: progresso ou retrocesso político?

Na região do Sul da Ásia, este país insular tem ganho cada vez mais notoriedade. O Sri Lanka tornou-se o centro das atenções devido a caótica situação política vivida. As ruas encheram-se com milhares de manifestantes, protestos e revoltas espalharam-se pelo país, nomeadamente nas grandes cidades como Colombo.
As residências dos governantes dos país foram tomadas pela população e o presidente, agora ex, fugiu para Singapura, refugiando-se nesse paraíso asiático.
Um novo presidente foi eleito por voto secreto pelo Parlamento cingalês, cumprindo o artigo 40 da Constituição do Sri Lanka. Porém a vontade popular revela-se ser outra e até mesmo contra o novo primeiro ministro têm esse descontentamento. Ambos os políticos são vistos como fantoches e aliados a antiga dinastia governante do Sri Lanka, a família Rajapaksa.
O novo presidente do Sri Lanka não demonstrou esforços iniciais de conversações ou cumprimento de exigências com os manifestantes, com o estado de emergência declarado, tem amplos poderes a nível de segurança e um poder legislativo ainda mais amplo.
A sua primeira ação foi um prazo para que os manifestantes saíssem dos locais ocupados, mas antes da cumprimento deste prazo uma ação militar com cerca de 500 a 1000 homens segundo os manifestantes presentes entrou em curso, o principal acampamento dos manifestantes no edifício da presidência foi desmantelado assim como os acampamentos ao seu redor, os manifestantes foram despejados e alvo de uma repressão por parte das autoridades, que apenas uma ordem direta de cima tinham "preparam para manter a ordem pública".
A situação no Sri Lanka não parece melhorar, o descontentamento continua a vista e ainda não apareceram concretos planos para resgatar o país que continua a enfrentar escassez de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros produtos básicos, que assiste ao colapso da sua agricultura e do setor do turismo e ainda conta com um endividamento enorme ao Estado Chinês e à outras entidades credoras.
A incerteza continua a pairar, houve um progresso político devido a uma nova liderança, contudo um retrocesso por não corresponder as demandas populares e manter a tradicional elite governativa que não soube gerir o país, com projetos e investimentos tontos e desapropriados, no poder com apenas uma resposta repressiva e sem soluções concretas e sem demonstração de um diálogo claro com a população.
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